Como vencer o problema do medo

A alguns anos atrás eu observava oradores e ministros que diziam coisas do tipo: “Reaja, saia da zona de conforto, recomponha-se, saia do chão, seja forte, tenha coragem, tome decisões, etc”. Eu achava tudo isto muito superficial, é como se alguém enfrentando uma crise depressiva, fosse reagir só porque outro alguém mandou que o fizesse, ou se alguém que viveu nos últimos anos aprisionado pelo medo, se libertasse pelo fato de ouvir na televisão ou mesmo nos púlpitos alguém dizendo para que deixasse de ser medroso e de adiar decisões importantes.

Justamente por isto, eu decidi buscar aquele “algo mais”, pois entendi que era inútil falar para alguém reagir se eu não mostrasse as ferramentas certas para isto.

Foi a partir dai que eu fiz um programa de treinamento para ajudar as pessoas a usarem corretamente suas maiores forças emocionais. Todos os equipamentos que nós compramos vem com um manual, mas nosso cérebro, o maior e mais complexo de todos os equipamentos, veio sem nenhum manual de instruções, deste modo, as pessoas usam de forma incorreta as suas maiores forças emocionais, a saber, o amor, o ódio e o medo, acredite você, o exito na vida depende muito de como você usa estas três forças.

Em outros textos eu discorri sobre a força do amor e do ódio, hoje, eu queria falar sobre o dilema do medo. Inevitavelmente nós somos atacados pelos medos que além de nos paralisar, estancam o nosso prazer de viver. O medo da pobreza, das doenças, da velhice, da rejeição, da morte ou o próprio medo do medo.

Outro dia, me lembro de ter visto o vídeo de uma criança de uns 3 anos que engatinhava pelas beiradas da janela de um edifício, ela olhava para baixo e não parecia ter medo nenhum da altura, peça a um adulto que ande nas beiradas de um edifício e ele logo vai começar a ter taquicardia, sudorese e tremedeira. Foi então que eu fiquei pensando que nós não nascemos com medo, afinal de contas, como foi que o medo passou a fazer parte de nossas vidas?

O medo foi implantado dentro de nós de forma linguística, por exemplo, quando você era criança e subia numa cadeira ou na mesa, a primeira coisa que ouvia de sua mãe era um grito de desespero: “Cuidado, você vai cair”! Seguido de um safanão: “Você quer se esborrachar no chão”? Assim o medo foi sendo implantado dentro de nós, com o tempo surgiu o medo de altura, de elevadores e de aviões. Ora, se o medo foi colocado dentro de nós de forma linguística, então ele pode ser tirado também de forma linguística. Aqui entra a importância da fé na palavra de Deus, toda vez que você for paralisado pelo medo, imediatamente use a palavra de Deus de forma adequada para confrontar seus medos. Lembre-se que Jesus era o verbo, ou seja, a palavra, se Jesus era o verbo, então a palavra de Deus é viva. Se um homem colocou o medo dentro de nós pela linguagem verbal, outro homem pode tirá-lo de nós, pelo mesmo meio.

Na fé, Bispo Dario Garcia